Jeniffer Caetano

Archive for the ‘Séries’ Category

Community x Parks & Recreation

In Séries on março 20, 2011 at 1:36 am

Community é foda. Talvez exista uma palavra mais cortês para defini-la, mas, certamente, não existe nenhuma expressão mais adequada. É cool, diferente, audaciosa, geek, interessante, tem um baita elenco e qualidade técnica inspirada. Quase toda semana, consegue me surpreender com sua ousadia. Mas ela é a comédia mais engraçada no ar? Não. Apesar de todas as qualidades e de seu grupo de fãs ardorosos, esse posto pertence a Parks & Recreation.

Parks&Rec tem menos audiência, menos “amor incondicional” da mídia e uma audiência mais low profile. Mesmo assim, baseada em um texto perfeito e um elenco que não tem pontos fracos, Parks&Rec consegue ser hilária e ainda acertar em cheio ao coração dos espectadores. É verdade, a série não faz episódios que se passam em realidades alternativas, que utilizam quilos de metalinguagem, baseados em ícones da cultura pop, gravados em stop-motion ou qualquer outra coisa do gênero. Mas não é necessário quebrar barreiras da televisão para fazer boa comédia. Apenas boas piadas e ótimos comediantes são suficientes. Isso, o pessoal em Pawnee tem de sobra.

A impressão que eu tenho é que, enquanto Community se esforça muito para fazer rir, Parks&Rec faz o mesmo ou mais com metade do esforço. É uma coisa totalmente natural. Ao invés de grandes episódios temáticos, um ótimo roteiro. Isso já basta.

Community é uma grande série, ainda acho “Modern Warfare” uma das coisas mais divertidas feitas em 2010 tanto na TV quanto no cinema, mas isso é comédia de qualidade.

Blair x Serena

In Cinema, Séries on novembro 11, 2010 at 11:33 pm

Gossip Girl é meu guilty pleasure. Eu sei que não é a coisa mais interessante da face da Terra, mas, como eu não preciso apenas de roteiros do nível Mad Men para ser feliz (RomCom Queen o/), continuo assistindo. Não precisa muito para eu ver um filme ou programa: um bom figurino, uma briguinha divertida, um roteiro eventualmente esperto, etc. Tudo isso pode me atrair, mas nada me mantém vidrada nele por tanto tempo como um bom personagem (eu sei, Déjà vu do post “Sobre respostas e personagens (ou Lost e Fringe)”).

Gossip Girl tem esse personagem e ele se chama Blair Waldorf. Apesar de a série ter nascido com Serena como a protagonista e Blair como a antagonista, rapidamente os roteiristas perceberam que o personagem mais rico do programa não era a parte loira da dupla. Blair, com suas falhas, planos malucos, egoísmo e criancices, é muito mais interessante e divertida. Não tem como não se deliciar com a mistura entre os planos infantis, as tiradas sensacionais e a vulnerabilidade da Queen B. Isso sem falar do guarda-roupa!

Essa “superioridade” de Blair sobre Serena tem vários motivos, mas sempre tive a impressão que a diferença entre Leighton Meester e Blake Lively era o maior deles. Meester é, de longe, a melhor atriz da série. Muito melhor que Ed Westwick, que muitos consideram tão bom quanto ela, o que acho uma falácia, Penn Badgley, que até é descente, mas só isso, e Chace Crawford, esse não precisa nem comentar. Tudo bem, se ela fosse melhor que todo o elenco masculino, o problema não seria tão grande.  A questão é que ela é dez vezes melhor do que a sua melhor amiga na série e rouba todas as cenas. Lively não conseguiria chegar ao nível de Meester nem que a vida dela dependesse disso.

Falei tudo isso para dizer que eu não entendo como os últimos filmes que eu assisti com a Leighton foram os medíocres Date NightGoing the Distance e o da Blake foi o ótimo The Town. Como pode a atriz mais interessante, que poderia estar recebendo até alguma atenção das premiações se não estivesse em uma emissora pequena e em uma série adolescente, ficar presa em filmecos e a atriz mediana participa de um baita filme? O pior de tudo é que a atuação da Lively em The Town não me convenceu nem um pouco, o que me deixou ainda mais chocada com a escalação dela.

Aparentemente, os executivos dos estúdios e diretores não compartilham comigo essa opinião negativa. A loira já está escalada para um dos prováveis blockbusters de 2011, Green Lantern, ao lado de Ryan Reynolds. Se serve de algum consolo, Meester também tem uma estreia interessante em 2011, o filme The Oranges, com Hugh Laurie,Catherine Keener, Adam Brody e Allison Janney. Além disso, em 2010, chega aos cinemas o filme Country Song, em que ela contracena com Gwyneth Paltrow. A história me deixou com um pé atrás, mas vou dar um voto de confiança para a Waldorf. No final das contas, provavelmente, farei o mesmo com Van Der Woodsen, e assistirei Green Lantern. Vai que ela me surpreende?

Sobre respostas e personagens (ou Lost e Fringe)

In Cinema, Séries on setembro 25, 2010 at 10:53 pm

Tenho uma péssima mania: não consigo não ler os comentários em fóruns das minhas séries favoritas. É um vício lamentável, porque, na maior parte das vezes, isso só serve para me irritar.

Mas, nessa semana, os fóruns tiveram uma serventia interessante para mim. Ao ler os comentários da crítica do Ken Tucker, da EW, sobre Fringe li um post que me fez ter certeza que uma antiga teoria minha sobre Lost estava mesmo correta. O escritor falava que Fringe estava fazendo tantas perguntas que ia acabar que nem Lost, sem responder elas direito.

Parei para pensar e percebi que isso realmente pode acontecer. Fringe já levantou um número imenso de questões e, a cada dia que passa, elas aparecem em maior número. Sinceramente, ainda acho que Lost era muitooooo pior nesse sentido, mas aceito a comparação do cidadão. Mesmo assim, não estou nem aí!

Eu gosto das loucuras de Fringe, mas me importo mesmo com os personagens. Tenho mais interesse em saber sobre o que vai acontecer com a “nossa” Olivia, com o Peter, com o Walter e até com os personagens de Over There, do que sobre a mitologia da série. Não vou me importar se eles não conseguirem amarrar tudo com um laço vermelho.

Nunca gostei de Lost (pronto, falei). Sempre achei que isso aconteceu, pois não consegui me identificar e me apaixonar pelos personagens. A comparação entre as duas séries deixou ainda mais claro que esse realmente era o problema. Enquanto nunca tive paciência para uma a outra me conquistou. Não duvido que aquela montoeira de gente que habitava a ilha mais louca do pedaço (sessão da tarde feelings) fosse muito mais interessante do que meu trio. Mas eu gosto deles e tem gosto para tudo nessa vida (prova disso é que tem gente que torce para o Grêmio e o Corinthians).

Isso me lembrou de uma conversa que tive com a Fer (aka @_misfit) sobre a besteira que é assistir uma série só para ter respostas. Fã roxa de Lost, ela estava reclamando dos fãs pentelhos que tiveram um surto psicótico no final da série, pois os escritores resolveram não entregar um gabarito para as perguntas levantadas nas seis temporadas do programa. Ao invés disso, eles fecharam a história dos personagens e quem gostava da série de verdade se debulhou em lágrimas e ficou feliz da vida.

Eu vou ficar feliz que nem pinto em lixo se a Fringe acabar fechando bem suas histórias e deixando uma meia dúzia de dúvidas sem resposta. Quem espera apenas respostas tem mais é que terminar sem resposta nenhuma porque não soube curtir a série com deveria. Quer resposta, vai assistir “A Origem”.

Fringe – “Olivia” (3×01)

In Séries on setembro 24, 2010 at 11:22 pm

Fringe entregou a melhor season premiere da nova temporada e provou mais uma vez que o crescimento que começou na temporada passada não vai parar tão cedo. Nem lembra mais aquela série mais ou menos feita à base do “monstro da semana” que começou em 2008. Foi tudo tão bom que eu nem senti falta do Peter e do Walter (aka “o melhor personagem da série”).

Claro, isso não seria possível se não fosse a força de Olivia e sua intérprete. Anna Torv deu um destruiu e mandou lembranças aos críticos e pentelhos que sempre acharam que ela era uma bosta de atriz. Posso bater no peito e dizer que eu sempre achei que ela não era tão ruim assim, mas tinha um material bem menos rico do que o do fabuloso John Noble, por exemplo. Foi só dar uma chance para a moça que ela entregou uma atuação de respeito.

A bola na tela

In Cinema, Esporte, Futebol, Séries on setembro 15, 2010 at 2:25 am

Filmes com o esporte como tema são bastante comuns. Não é muito difícil transformar uma competição em uma história de superação e/ou união e/ou reconstrução. Mesmo assim, até hoje, não assisti um filme de futebol que consiga fluir com naturalidade e deixar uma boa imagem. Enquanto futebol americano, basquete, rugby e até tênis já foram capturados com algum sucesso no cinema o futebol continua meio a margem. (talvez, a única exceção seja o filme “Linha de Passe”, do Walter Salles e da Daniela Thomas, mas o filme é menos sobre futebol e mais sobre a história da família em si. Mesmo assim, tem cenas muito bonitas, principalmente, as no meio da torcida do Corinthians (eu culpo o talento do Salles e da Thomas e não a torcida desse timinho).)

Por que isso acontece? O futebol é um jogo corrido demais e acontece em um espaço imenso. É muito complicado filmar tanta gente correndo em um espaço tão grande. Além disso, é muito mais difícil fingir saber controlar uma bola com o pé do que com a mão. O que eu quero dizer com isso? É mais fácil fazer um lançamento perfeito de 1 zilhão de jardas fake do que driblar de mentira o time inteiro com uma bola nos pés.  Sempre que assisto a algum filme sobre o esporte, tenho a sensação que o craque do time e, normalmente, mocinho do filme tem a mesma ginga que um cabeça-de-área do Íbis.

Por isso, estou tão ansiosa para ver a série que a HBO produzirá sobre o futebol. Quero ver como uma produtora do calibre e qualidade da HBO vai abordar o tema. Se der errado, vai ser mais uma tentativa frustrada de abordar o tema. Se der certo, vai ser um marco (pelo menos para mim).

Fringe – 1ª e 2ª temporadas

In Séries on setembro 6, 2010 at 12:25 am


Nos primeiros episódios, parece ser um procedural que puxa para o sci-fi.

A temporada melhora no final, mas é no segundo ano que a série ganha força.

O desenvolvimento das tramas consegue ligar os mistérios sobrenaturais com a história dos personagens muito bem. Fringe deixa de ser mais um procedural e ganha profundidade.

Confesso que uma série precisa mais do que tramas científicas bem boladas para que eu tenha alguma vontade de assisti-la (aliás, muitas vezes assisto séries fraquinhas por um bom ator ou personagem). Fringe consegue isso.

Por mais que o povo implique com Anna Torv e Joshua Jackson, o trio que eles formam ao lado do esplêndido John Noble é importantíssimos para isso.

Assisti os últimos oito episódios em dois dias. Prova do ritmo que o programa ganha com o passar do tempo. A season finale de duas horas é uma das melhores da temporada 2009/2010 e traz os três protagonistas (principalmente Torv e Noble) na sua melhor forma.

Quando alguém fala de JJ Abrams todo mundo lembra de Lost. Como sou do contra, eu lembro de Alias e Fringe.