Jeniffer Caetano

Archive for the ‘Cinema’ Category

Blair x Serena

In Cinema, Séries on novembro 11, 2010 at 11:33 pm

Gossip Girl é meu guilty pleasure. Eu sei que não é a coisa mais interessante da face da Terra, mas, como eu não preciso apenas de roteiros do nível Mad Men para ser feliz (RomCom Queen o/), continuo assistindo. Não precisa muito para eu ver um filme ou programa: um bom figurino, uma briguinha divertida, um roteiro eventualmente esperto, etc. Tudo isso pode me atrair, mas nada me mantém vidrada nele por tanto tempo como um bom personagem (eu sei, Déjà vu do post “Sobre respostas e personagens (ou Lost e Fringe)”).

Gossip Girl tem esse personagem e ele se chama Blair Waldorf. Apesar de a série ter nascido com Serena como a protagonista e Blair como a antagonista, rapidamente os roteiristas perceberam que o personagem mais rico do programa não era a parte loira da dupla. Blair, com suas falhas, planos malucos, egoísmo e criancices, é muito mais interessante e divertida. Não tem como não se deliciar com a mistura entre os planos infantis, as tiradas sensacionais e a vulnerabilidade da Queen B. Isso sem falar do guarda-roupa!

Essa “superioridade” de Blair sobre Serena tem vários motivos, mas sempre tive a impressão que a diferença entre Leighton Meester e Blake Lively era o maior deles. Meester é, de longe, a melhor atriz da série. Muito melhor que Ed Westwick, que muitos consideram tão bom quanto ela, o que acho uma falácia, Penn Badgley, que até é descente, mas só isso, e Chace Crawford, esse não precisa nem comentar. Tudo bem, se ela fosse melhor que todo o elenco masculino, o problema não seria tão grande.  A questão é que ela é dez vezes melhor do que a sua melhor amiga na série e rouba todas as cenas. Lively não conseguiria chegar ao nível de Meester nem que a vida dela dependesse disso.

Falei tudo isso para dizer que eu não entendo como os últimos filmes que eu assisti com a Leighton foram os medíocres Date NightGoing the Distance e o da Blake foi o ótimo The Town. Como pode a atriz mais interessante, que poderia estar recebendo até alguma atenção das premiações se não estivesse em uma emissora pequena e em uma série adolescente, ficar presa em filmecos e a atriz mediana participa de um baita filme? O pior de tudo é que a atuação da Lively em The Town não me convenceu nem um pouco, o que me deixou ainda mais chocada com a escalação dela.

Aparentemente, os executivos dos estúdios e diretores não compartilham comigo essa opinião negativa. A loira já está escalada para um dos prováveis blockbusters de 2011, Green Lantern, ao lado de Ryan Reynolds. Se serve de algum consolo, Meester também tem uma estreia interessante em 2011, o filme The Oranges, com Hugh Laurie,Catherine Keener, Adam Brody e Allison Janney. Além disso, em 2010, chega aos cinemas o filme Country Song, em que ela contracena com Gwyneth Paltrow. A história me deixou com um pé atrás, mas vou dar um voto de confiança para a Waldorf. No final das contas, provavelmente, farei o mesmo com Van Der Woodsen, e assistirei Green Lantern. Vai que ela me surpreende?

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The Social Network (bom demais para ser verdade)

In Cinema on outubro 2, 2010 at 3:36 am

Vinte e oito das quarenta críticas postadas no Metacritic com nota 100.

Não sei se isso é bom ou ruim.

Levantar demais a expectativa em cima de qualquer coisa é uma pedida para a decepção.

Estava muito ansiosa para a estreia de The Social Network, mas agora estou com um pé atrás. (sou a rainha de esperar demais de uma coisa e ela não alcançar o patamar absurdo de qualidade que eu construí)

Muito medo desse filme.

PS: Ótimo saber que o filme que estreia esse final de semana nos Estados Unidos chega aqui no Brasil só no dia 3 de dezembro. Maravilhoso mesmo! Mais tempo para eu conviver com as minhas teorias toscas e não descobrir se o filme é bom ou ruim.

Sobre respostas e personagens (ou Lost e Fringe)

In Cinema, Séries on setembro 25, 2010 at 10:53 pm

Tenho uma péssima mania: não consigo não ler os comentários em fóruns das minhas séries favoritas. É um vício lamentável, porque, na maior parte das vezes, isso só serve para me irritar.

Mas, nessa semana, os fóruns tiveram uma serventia interessante para mim. Ao ler os comentários da crítica do Ken Tucker, da EW, sobre Fringe li um post que me fez ter certeza que uma antiga teoria minha sobre Lost estava mesmo correta. O escritor falava que Fringe estava fazendo tantas perguntas que ia acabar que nem Lost, sem responder elas direito.

Parei para pensar e percebi que isso realmente pode acontecer. Fringe já levantou um número imenso de questões e, a cada dia que passa, elas aparecem em maior número. Sinceramente, ainda acho que Lost era muitooooo pior nesse sentido, mas aceito a comparação do cidadão. Mesmo assim, não estou nem aí!

Eu gosto das loucuras de Fringe, mas me importo mesmo com os personagens. Tenho mais interesse em saber sobre o que vai acontecer com a “nossa” Olivia, com o Peter, com o Walter e até com os personagens de Over There, do que sobre a mitologia da série. Não vou me importar se eles não conseguirem amarrar tudo com um laço vermelho.

Nunca gostei de Lost (pronto, falei). Sempre achei que isso aconteceu, pois não consegui me identificar e me apaixonar pelos personagens. A comparação entre as duas séries deixou ainda mais claro que esse realmente era o problema. Enquanto nunca tive paciência para uma a outra me conquistou. Não duvido que aquela montoeira de gente que habitava a ilha mais louca do pedaço (sessão da tarde feelings) fosse muito mais interessante do que meu trio. Mas eu gosto deles e tem gosto para tudo nessa vida (prova disso é que tem gente que torce para o Grêmio e o Corinthians).

Isso me lembrou de uma conversa que tive com a Fer (aka @_misfit) sobre a besteira que é assistir uma série só para ter respostas. Fã roxa de Lost, ela estava reclamando dos fãs pentelhos que tiveram um surto psicótico no final da série, pois os escritores resolveram não entregar um gabarito para as perguntas levantadas nas seis temporadas do programa. Ao invés disso, eles fecharam a história dos personagens e quem gostava da série de verdade se debulhou em lágrimas e ficou feliz da vida.

Eu vou ficar feliz que nem pinto em lixo se a Fringe acabar fechando bem suas histórias e deixando uma meia dúzia de dúvidas sem resposta. Quem espera apenas respostas tem mais é que terminar sem resposta nenhuma porque não soube curtir a série com deveria. Quer resposta, vai assistir “A Origem”.

A diva voltou?

In Cinema on setembro 22, 2010 at 1:48 pm

Eu sei que estou uma semana atrasada nesse post, mas eu não podia deixar de comentar as ótimas críticas que “Rabbit Hole” teve em Toronto. Fico feliz pelo filme e coisa e tal, mas o que me chamou a atenção foram as reações a atuação de Nicole Kidman. A atriz vinha de uma série de filmes medíocres (que já havia sido quebrada pelo subestimado Margot e o Casamento) e parece que, finalmente, conseguiu voltar ao posto de queridinha da imprensa especializada. Como fã que sou, Moulin Rouge e The Others são dois marcos na minha vida cinéfila  (principalmente o primeiro), já torço loucamente para que o sucesso tenha voltado a bater a porta da diva e espero ver ela arrasando no tapete vermelho na temporada de prêmios desse ano.

Algumas críticas

·  Seattle Times – “ Kidman, in particular, redeems herself after a string of disappointing movies in the last few years. Watch for Oscar buzz for her in this role, as soon as this movie gets picked up for distribution.”

·  Hollywood Reporter – “ Kidman grabs the central focus of the story as the more distraught of the two. The performance is riveting because she essentially plays the entire film at two levels, the surface everyday life and then what is turning over and over again in her mind.”

·  Rope of Silicon – “It’s been a while since Nicole Kidman actually impressed me in a movie and she’s never been a particular favorite of mine, but here she is a stunner. Kidman gives a real and honest performance and as a result Eckhart’s performance pales in comparison. Dianne Wiest also gives an impressive performance as Kidman’s occasionally naive, yet sympathetic mother, making both Kidman and Wiest serious lead and supporting Oscar contenders.”

· The Playlist – “Of course, this wouldn’t be possible if he didn’t get two ace performances out of Kidman and Eckhart. While Kidman is in typically fine form, Eckhart is a standout, juggling quite a few different emotional markers for his character with tremendous insight.”

·  Cinema Blend – “Kidman is the true standout here, outmatching Eckhart scene-by-scene to the point that it’s almost a problem, but Wiest is also terrific in her quiet but key role.”

PS: Já aviso, comentários sobre os litros de botox que ela colocou na cara não serão bloqueados, mas receberão uma resposta desaforada.

Com Amor,

Jeniffer Remião Caetano.

A bola na tela

In Cinema, Esporte, Futebol, Séries on setembro 15, 2010 at 2:25 am

Filmes com o esporte como tema são bastante comuns. Não é muito difícil transformar uma competição em uma história de superação e/ou união e/ou reconstrução. Mesmo assim, até hoje, não assisti um filme de futebol que consiga fluir com naturalidade e deixar uma boa imagem. Enquanto futebol americano, basquete, rugby e até tênis já foram capturados com algum sucesso no cinema o futebol continua meio a margem. (talvez, a única exceção seja o filme “Linha de Passe”, do Walter Salles e da Daniela Thomas, mas o filme é menos sobre futebol e mais sobre a história da família em si. Mesmo assim, tem cenas muito bonitas, principalmente, as no meio da torcida do Corinthians (eu culpo o talento do Salles e da Thomas e não a torcida desse timinho).)

Por que isso acontece? O futebol é um jogo corrido demais e acontece em um espaço imenso. É muito complicado filmar tanta gente correndo em um espaço tão grande. Além disso, é muito mais difícil fingir saber controlar uma bola com o pé do que com a mão. O que eu quero dizer com isso? É mais fácil fazer um lançamento perfeito de 1 zilhão de jardas fake do que driblar de mentira o time inteiro com uma bola nos pés.  Sempre que assisto a algum filme sobre o esporte, tenho a sensação que o craque do time e, normalmente, mocinho do filme tem a mesma ginga que um cabeça-de-área do Íbis.

Por isso, estou tão ansiosa para ver a série que a HBO produzirá sobre o futebol. Quero ver como uma produtora do calibre e qualidade da HBO vai abordar o tema. Se der errado, vai ser mais uma tentativa frustrada de abordar o tema. Se der certo, vai ser um marco (pelo menos para mim).

Marie Antoinette, Sofia Coppola e Veruca Salt

In Cinema on setembro 6, 2010 at 6:52 pm

“Sofia Coppola is the Veruca Salt of American filmmakers. She’s the privileged little girl in Charlie and the Chocolate Factory whose father, a nut tycoon, makes sure his daughter wins a golden ticket to the Willie Wonka factory by buying up countless Wonka bars, which his workers methodically unwrap till they find the prize.”
Dana Stevens – Slate

Assim começa a crítica da Dana Stevens para a Slate (www.slate.com) sobre Marie Antoinette (2006). Sim, o texto era para ser uma crítica ao filme, mas passa a maior parte do tempo espinafrando a diretora. No entanto, esse “ódio” parece ter menos ligação com o trabalho de Coppola em seu terceiro filme e mais com o fato dela ser filha de um dos mais famosos diretores americanos dos últimos anos.

Muitas críticas que eu já li sobre os filmes de Coppola ressaltam as similaridades entre seus filmes. Todas as películas contam histórias de pessoas presas em um mundo aparentemente perfeito. Os haters a acusam de contar a história da sua vida repetidamente, a pobre menina rica que cresceu entre os manda-chuvas de Hollywood.

E daí? Sinceramente, apesar de ver a semelhança entre os temas, não consigo achar os três filmes de Sofia tão idênticos assim. Cada um deles tem um ritmo diferente e me tocaram de forma muito particular. Mesmo assim, não vejo a menor importância nela escrever histórias parecidas, se continuar apresentando a mesma qualidade que conseguiu em The Virgin Suicides (1999), Lost in Translation (2003) e Marie Antoinette (2006).

Voltando a Marie Antoinette, ao ler as críticas ao filme percebi que grande parte reclama da falta de espaço para a política. Por favor, quem quer saber mais sobre a influência política da rainha que vá ler um livro ou assistir um dos três mil outros filmes sobre o assunto. Aqui, Sofia fala sobre as dificuldades de crescer sozinha, em um ambiente estranho e reprimido. Isso tudo com uma trilha estupenda, vestidos maravilhosos, festas e extravagância culinária. Completamente dentro do estilo da diretora.

Seu próximo filme, Somewhere (2010), foi lançado nesse final de semana em Veneza e teve, assim como Marie Antoinette, uma recepção dividida. Eu, que sou apaixonada por Phoenix e devo ter sido uma pobre menina rica em outra vida, não vou vejo à hora de assistir!